![]() |
Willy Verginer |
Isto
é um poema. Sem lugar nem corpo.
Um
ponto e um universo cheio de asas.
O
tempo cheio numa barriga de mãe.
Assim,
quase a exceder-se.
Como
se fosse um estilo de miragem
alinhado
numa cena contemporânea.
Espiral.
Imensa biblioteca de pontos e espaços.
Luzes
que cantam o final de cada verso.
Se
a minha mãe me chamar para dentro da sua barriga.
Mãe.
Mãe sozinha de mãos dadas com o vento
a
ensinar-me a voar para fora da sua cabeça. Para longe.
Mas
eu só sei adormecer dentro do coração.
Isto
é um poema?
Sem comentários:
Enviar um comentário